25/09/2019 0 comentários

SÃO MATEUS

Considerada como das cidades mais antigas do país, São Mateus é detentora de um dos mais belos e expressivos conjuntos arquitetônicos coloniais do estado, a exemplo do casario do Porto, tombado pelo Conselho Estadual de Cultura no ano de 1976. Na cidade alta, são encontrados os bens patrimoniais mais antigos do município, construídos entre os séculos XVIII e XIX. No município também, são encontrados praias, rios, cachoeiras, dunas e manguezais.

Praia de Guriri, é a principal praia do município, estando localizada a 12 km de distância do Centro. Possui águas agitadas e mornas, formando piscinas naturais na maré baixa. De setembro a março ocorre o período de desova de tartarugas, sendo a praia reconhecida como exemplo de conservação, pois, mesmo registrando grande fluxo turístico, consegue adequar a iluminação e evitar a construção de barracas nas áreas onde as desovas ocorrem. Além disso, quatro das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo desovam em Guriri.

Praia de Barra Nova, localizada 25 km ao sul de Guriri, na foz do rio Mariricu. Lá encontra-se uma pequena vila de pescadores de clima bucólico, manguezais, lagunas e arrecifes. A formação dessa praia ocorreu com a abertura da barra artificial pelo comendador Reginaldo Gomes da Cunha, irmão do Barão dos Aymorés, visando a drenagem da lagoa da Suruaca e a subsequente utilização de suas terras na pecuária.

Praia de Urussuquara está praia localizada junto a divisa com o município de Linhares, caracterizada por possuir vegetação de restinga no alto da orla, areia fina e amarelada em alguns trechos, dunas, manguezais, um trecho com Mata Atlântica e a foz do Rio Barra Seca. Seu mar é muito forte, sendo propício para a prática de surf e a pesca de Robalo. ‘Urussuquara’ é um termo proveniente da língua tupi e significa ”oca do uru grande’

Dentro do município encontram-se três cachoeiras, todas no rio São Mateus: a Cachoeira do Inferno, localizada no km 47 da Rodovia São Mateus x Nova Venécia, caracterizando-se como uma corredeira de mais de 1000 metros de comprimento, erroneamente nomeada como cachoeira. Seu nome está ligado a existência, no local, de um poço denominado Caldeirão do Diabo, responsável pela morte de muitos banhistas;

A Cachoeira da Jararaca, localizada pouco a baixo da Cachoeira do Inferno, sendo a mais utilizada por banhistas entre as três e a Cachoeira do Cravo, situada a 3 km da sede do Distrito de Nestor Gomes, sendo esta caracterizada pelo grande casarão as margens do rio São Mateus, construído no século XIX pelo Barão dos Aymorés para servir de engenho movido a água.

Igreja Velha, as ruínas da Igreja Velha são o símbolo do município e seu principal cartão postal  e, ao contrário do que muitos pensam, nunca chegou a funcionar como igreja. Sua construção teve início nos primeiros anos do século XIX, a pedido dos Jesuítas, sendo projetada para ter mais de 300 metros de comprimento. Os recursos para sua construção vinham dos impostos de 1% de tudo que era exportado pelo antigo Porto.

No entanto, a obra foi paralisada em agosto de 1853, por decisão da Câmara Municipal, justificando que, para a ampliação da Igreja Matriz, gastaria-se cinco vezes menos, além de quem, para conclusão de sua obra, seriam necessários mais de 50 anos. Em sua construção eram empregadas pedras que vinham como lastros nos navios que atracavam no Porto, sendo estas assentadas com argamassa a base de cal e óleo de baleia.

Denomina-se Casario do Porto de São Mateus o conjunto de prédios construídos às margens do rio São Mateus, a partir do final do século XVIII. Originalmente, estes casarões eram, em sua maioria, construídos em alvenaria de pedra, com as paredes internas e laterais em estuque. A construção desses prédios deu origem a um grande aglomerado de casas em torno de um largo que servia como terreiro para a carga e descarga dos navios que aportavam em São Mateus. Com a abertura das primeiras estradas de rodagem, a partir de 1938, ano em que se inaugurou a estrada ligando São Mateus a Linhares, o declínio das atividades econômicas que se desenvolviam no porto se acentuou.

O transporte por navio entrava em decadência e o velho porto foi perdendo as grandes casas comerciais que se mudaram para a cidade alta. Os casarões, então abandonados, passaram a ser ocupados por prostitutas, havendo assim a modificação arquitetônica de vários destes. Em 1968, depois da ocorrência de muitos crimes de prostituição, foi determinada a expulsão das prostitutas, sendo que os casarões foram tombados pelo Conselho Estadual de Cultura em 1976.

A Biquinha trata-se de um reservatório de água construído em 1880, com um sistema de captação de águas das nascentes localizadas no sopé da encosta do vale do rio São Mateus, abaixo dos terrenos da catedral, para levar água potável, por gravidade, até o chafariz do Porto. Integra o Patrimônio Histórico de São Mateus.

O Projeto Tamar, a base de pesquisa do Tamar em Guriri foi implantada em 1988, abrigando um centro de visitantes que também funciona como Museu Aberto das Tartarugas Marinhas de Guriri. Entre os principais atrativos estão um aquário e dois tanques de observação de tartarugas além da exposição de réplicas e silhuetas em tamanho natural das cinco espécies de tartarugas marinhas. Na temporada reprodutiva, durante o verão, organiza-se a soltura de filhotes nos finais de tarde.

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