29/09/2019 0 comentários

MURIAÉ

Inicialmente habitada pelos índios puris, a região do município de Muriaé teve sua colonização de origem europeia iniciada pelo comércio de brancos com os indígenas. Nas inúmeras versões sobre o surgimento desta nomeação, há sempre uma ligação com os mosquitos que infestavam a região onde surgiria o município. De acordo com os registros históricos, a cidade, no início de seu povoamento, era uma região palustre, que apresentava, até finais do século XIX, altíssima incidência de febre amarela, supondo-se então que as opções etimológicas ligadas ao mosquito sejam as mais plausíveis. Em uma das mais antigas menções ao “Vale do Muriaé”, datada de 1785, Couto Reis descreveu a região, realçando-lhe as condições “horrorosas e pestíferas de suas entranhas”, cuja colonização só foi possível graças à coragem dos primeiros desbravadores que, “fazendo fogos, descortinando matas e purificando ares, tornaram os sertões menos rigorosos”.

Em 1817, Constantino José Pinto, com outros 40 homens, comercializando ervas e produtos medicinais, desceu pelo Rio Pomba e atingiu o Rio Muriaé, onde aportou construindo seu abarracamento junto a uma cachoeira, local hoje conhecido como Largo do Rosário. Ali, foi fundado um aldeamento dos índios, com demarcação das terras destinadas ao plantio para o sustento dos silvícolas. Nascia “São Paulo do Manoel Burgo”. Em 1819, o francês Guido Tomás Marlière chegou e ergueu a Capela do Rosário. Começaram a aportar extratores de madeiras de lei e, principalmente, de plantas medicinais, em busca de raízes de ipecacuanha, chamada vulgarmente de poaia. Era o início da atividade econômica do futuro município.

O povoado cresceu rapidamente, a princípio, com uma só rua ao longo do rio – dando origem ao “Porto”, à “Barra” e à “Armação”, em razão do rio que margeavam – e, depois, disseminando o seu casario em todas as direções. Em 7 de abril de 1841, foi criado o distrito com o nome de São Paulo do Muriahé, pertencendo a São João Batista do Presídio (atual município de Visconde do Rio Branco) e subordinado eclesiasticamente a Santa Rita do Glória (atual município de Miradouro).

Em 16 de maio de 1855, pela Lei 724, com o nome de São Paulo do Muriahé, o distrito foi elevado à categoria de vila, desmembrando-se de São João Batista do Presídio. A vila de São Paulo do Muriahé seria elevada à condição de cidade apenas em de 25 de novembro de 1865, pela Lei 1 257. A denominação Muriaé só viria com a Lei 843, de 7 de setembro de 1923.

Nas últimas décadas do século XIX, Muriaé já era grande produtor de café, condição que manteve até meados do século XX. A monocultura cafeeira foi a primeira grande responsável pelo desenvolvimento econômico do município. O progresso da nova localidade foi constante, principalmente a partir de 1886, data da inauguração da Estação da Estrada de Ferro Leopoldina que ligaria, diariamente, Muriaé à Capital da República (Rio de Janeiro). Os coronéis, proprietários das grandes fazendas produtoras, representavam não só a elite econômica da região, como também sua expressão política, com forte influência em Minas Gerais e no país.

A instalação dos trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina Railway introduz grandes mudanças na paisagem social da cidade. Junto ao trem chegam as notícias trazidas pelo telégrafo e correio, atualizando os cidadãos interessados. Surge, a seguir, a imprensa local, com “O Muriaé”, semanário de 1890, “O Eixo Municipal”, de 1891, “O Condor”, de 1898 e “O Radical”, em 1903, dando início a uma série de outros que se sucederam, criando uma longa tradição jornalística em Muriaé.

A proclamação da República chega até Muriaé, que aprimora suas construções. Ergue-se a Matriz de São Paulo e uma praça com jardim, assim como o belo prédio do Executivo. A cidade é por esse tempo o segundo produtor de café em Minas Gerais. Surgem as máquinas de beneficiamento, a catação do café, o estocamento, o carregamento para os vagões que saem abarrotados, deixando riqueza. Em 1910, foi criado o serviço de força e luz, no ano seguinte o de água e esgoto, e, 1913, o serviço de telefone urbano. O calçamento, o telefone, os bancos fazem parte de uma nova ordem social e política.

A euforia permanece até o crash de 1929, quando se instaura grave crise econômica que afetou profundamente o município, mas a economia voltaria a crescer durante a fase getulista, principalmente após a abertura da estrada Rio-Bahia, inaugurada por Getúlio Vargas em visita à cidade em 1939. O grande fluxo de veículos trazido pela nova rodovia inseriu Muriaé entre as cidades de maior progresso da região. A monocultura cafeeira passou a ceder espaço para outras atividades econômicas. Na década de 1960, a mecânica automotiva começou a atingir grande expressão, graças ao asfaltamento da rodovia Rio-Bahia, e o município passou a ser referência no ramo da retífica de motores.

Pico do Itajuru…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido Nordeste) por 16km e, antes da ponte sobre o Rio Glória, entre à esquerda, rumo ao distrito de Itamuri. Passando pelo local, siga pela estrada de chão por mais 16km até chegar ao distrito de Belisário, atravesse o povoado e siga a sinalização indicativa do caminho até o atrativo.

Cachoeira de Belisário…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido Nordeste) por 16km e, antes da ponte sobre o Rio Glória, entre à esquerda, rumo ao distrito de Itamuri. Passando pelo local, siga pela estrada de chão por mais 16km até chegar ao distrito de Belisário, atravesse o povoado e siga por mais 500m até a cachoeira.

Cachoeira do Naor…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido Nordeste) por 16km e, antes da ponte sobre o Rio Glória, entre à esquerda, rumo ao distrito de Itamuri. Passando pelo local, siga pela estrada de chão por mais 16km até chegar ao distrito de Belisário, atravesse o povoado e siga por aproximadamente mais 5km até o atrativo.

Cachoeira da Fumaça…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido Nordeste) por 16km e, antes da ponte sobre o Rio Glória, entre à esquerda, rumo ao distrito de Itamuri. Passando pelo local, siga pela estrada de chão em direção a Belisário até alcançar a placa indicando a comunidade da Capetinga, entrando à esquerda e observando as placas indicativas até o local.

Cachoeira do Rio Preto…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido Nordeste) e, no quilômetro 706, logo após o Posto Bela Vista, atravesse a pista à esquerda, em direção ao bairro Sofocó. A partir daí, siga pela estrada de chão por aproximadamente 8km até a placa indicativa e conclua o caminho percorrendo mais 1km até a cachoeira.

APA do Pontão da Água Limpa…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido nordeste) por 16km e, cerca de 200 metros após a ponte sobre o Rio Glória, siga pela estrada de chão à direita, em direção à comunidade de Patrimônio dos Carneiros.

Pedra do Macuco…Saindo de Muriaé pelo bairro Dornelas, siga pela rodovia MG-265 (Estrada Muriaé-Miraí) por aproximadamente 7km. Vire à direita e siga pela estrada de chão por 1km; alcançando a primeira bifurcação, vire novamente à direita e siga por mais 1km até a pedra para escaladas.

Rampa de Voo Livre Jacy Caetano…Saindo de Muriaé pelo bairro Dornelas, siga pela rodovia BR-356 (Estrada Muriaé-Ervália) por aproximadamente 15km, até o distrito de Pirapanema. Suba pelo acesso localizado em frente à primeira entrada para a comunidade, seguindo por mais 2km em estrada de chão até o topo da rampa.

Gruta da Pedra Santa…Saindo de Muriaé, siga pela rodovia BR-116 (sentido nordeste) por 16km e, cerca de 200 metros após a ponte sobre o Rio Glória, siga pela estrada de chão à direita, em direção à comunidade de Patrimônio dos Carneiros. A partir do povoado, siga à direita por mais 1km e suba pela estrada secundária localizada à esquerda. No local, são realizadas missas no quinto domingo do mês.

Cristo Redentor…Saindo do Centro de Muriaé, atravesse a rodovia BR-356 e suba pela Avenida Carolina Brum, em direção á região dos bairros São Pedro e Chácara Brum. A visitação é gratuita e pode ser feita a qualquer hora do dia.

Estátua do Trabalhador…Siga em direção ao bairro da Barra, até as proximidades da Praça Prefeito Paulo Carvalho – popularmente conhecida como Praça do Trabalhador. A estátua, construída em bronze, está situada no centro do local.

Memorial Municipal…Instalado no prédio que, durante mais de 100 anos foi sede do Poder Executivo de Muriaé, o Memorial Municipal abriga objetos e documentos de época que ajudam a contar a história do município. Situado à Praça Coronel Pacheco de Medeiros, no Centro, o local fica com suas portas abertas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A visitação é gratuita.

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