28/09/2019 0 comentários

LAGOA SANTA

Foi ao redor das margens da Lagoa Central que nasceu o primeiro povoado, motivado pelo poder de cura das suas águas divulgado pelo Dr. Cialli em 1749. Principal cartão postal de Lagoa Santa, a Lagoa foi tombada como Patrimônio Histórico e Paisagístico, em 2001, em âmbito municipal, pelo Decreto n°234. Devido à sua beleza cênica e importância histórica, é reconhecida culturalmente e encanta os moradores e turistas que visitam a cidade. Atualmente, a orla da Lagoa Central é espaço para o lazer e entretenimento de moradores e visitantes, proporcionando excelentes passeios ciclísticos, caminhadas e prática de esportes ao longo dos seus 6.300 metros de margem. Abriga em seu entorno o Iate Clube, outro ponto turístico do município, e gastronomia diversificada, através dos diversos bares e restaurantes ao longo de sua extensão. O maior ponto de atração dentro da área urbana de Lagoa Santa ainda oferece uma deslumbrante vista do pôr-do-sol.

GRUTA DA LAPINHA, descoberta em 1835 por Peter Lund, a gruta da Lapinha localiza- se  no Parque Estadual do Sumidouro e está inserida na área de proteção ambiental da APA-Carste de Lagoa Santa. Recentemente, a gruta passou por reformas visando um melhor atendimento ao público e a valorização e preservação do patrimônio tombado em nível federal e municipal.

CEMITÉRIO DR. LUND, monumento dedicado ao pai da Paleontologia Brasileira, Peter W Lund, o túmulo Dr. Lund foi construído num local escolhido pelo próprio naturalista para abrigar seus restos mortais e de seus colaboradores Peter Andreas Brandt,  Wilhelm Behrens e Johann Rudolph Muller. Lund registrou seu desejo de ser sepultado à sombra de um pequizeiro, num local aprazível onde costumava fazer suas leituras.  O local ainda mantém o mesmo pequizeiro, e em  1935 foi erguido, por iniciativa da Academia Mineira de Letras, um monumento a Peter Lund e a Eugene Warming, botânico que, a convite paleontólogo, também residiu em Lagoa Santa estudando o cerrado. Outros destaques do local são o busto de Lund, esculpido pelo artista Antonio de Matos, além da escultura do artista Jesper Neergaard, denominada “O Mensageiro”.

PARQUE ESTADUAL DO SUMIDOURO, o Parque Estadual do Sumidouro foi criado no dia 03 de Janeiro de 1980, através do Decreto Estadual nº 20.375, alterado pelos Decretos nº 20.598, de 4 de junho de 1980, nº 44.935 de 3 de novembro de 2008 e definido através da Lei 19.998 de 29 de dezembro de 2011. Possui área total de 2.004 hectares e está situado nos municípios de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo ao norte da região metropolitana de Belo Horizonte. Caracterizado como Unidade de Proteção Integral tem o objetivo principal de promover a preservação ambiental e cultural, possibilitando atividades de pesquisa, conservação, educação ambiental e turismo.

A unidade recebeu este nome devido a sua lagoa, que possui um ponto de drenagem das águas da bacia típica dos terrenos calcários. Trata-se de uma abertura natural para uma rede de galerias, por meio da qual um curso d´água penetra no subsolo denominado Sumidouro, termo que vem da palavra indígena “Anhanhonhacanhuva” que significa: água parada que some no buraco da terra.

Patrimônio Natural, o parque tem o relevo marcado pela presença de rochas carbonáticas, surgências, sumidouros e cavernas ricas em espeleotemas e uma fauna cavernícola que inclui numerosas colônias de morcegos. O clima é tropical úmido, ensolarado e estável, com verões chuvosos e invernos secos. Sua flora é bastante diversificada, incluindo espécies de cerrado, mata atlântica, vegetação rupestre, tanto herbácea como arbustiva, além de plantas típicas de caatinga. Algumas espécies da flora estão bem adaptadas ao regime de sazonalidade, marcada por períodos de cheias e vazantes.

O parque está associado às pesquisas pioneiras, feitas na primeira metade do século XIX pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, descobridor do Homem de Lagoa Santa, dos primeiros habitantes do Brasil, e da megafauna extinta. Local de grande relevância histórica, devido aos achados encontrados pelo pesquisador, evidências da coexistência do homem com a fauna extinta, fato que contribuiu para o surgimento do pensamento evolucionista através de citações de Charles Darwin no livro “A Origem das Espécies” (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), em que discutia a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural.

O Parque conta com duas portarias, estacionamento, alojamento de pesquisadores, centro de pesquisas, café/lanchonete e Ecologia.

Dentre os atrativos do Parque Estadual do Sumidouro, destacam-se

Gruta da Lapinha
Eleita uma das 7 maravilhas da Estrada Real a Gruta da Lapinha está localizada dentro a do Parque Estadual do Sumidouro na Área de Proteção Ambiental da APA-Carste de Lagoa Santa, em um maciço calcário formado a cerca de 600 milhões de anos pelos restos de fundo de mar que cobria toda a região da bacia do Rio das Velhas. A beleza dos grandes salões formados pela dissolução da rocha carbonática é adornada por belos espeleotemas de variadas formas. Com 511 metros de extensão e 40 metros de profundidade a gruta possui iluminação com tecnologia LEDs, que ajuda na diminuição da temperatura interna causando assim menor interferência no microclima local, além da valorização cênica do interior.

Museu Peter Lund, o Museu Peter Lund foi inaugurado no dia 21 de setembro de 2012 e possui:

Área de exposição com 80 fósseis vindos do Museu Natural de Copenhagen; Espaço destinado à conscientização da importância histórica e cultural do carste de Lagoa Santa; Sala multiuso; Duas salas com explicações sobre os Planos de Manejo do Parque e Espelológico; Café/Lanchonete e Ecologia.

Circuito Lapinha, o circuito lapinha é uma trilha interpretativa que complementa a visita à gruta. O visitante sai da entrada da Gruta da Lapinha, percorre a lateral do maciço calcário, passando por regiões onde se pode contemplar as feições do relevo cárstico, a flora característica do bioma cerrado, e tem a oportunidade de atravessar o maciço passando pela Gruta da Macumba, uma caverna sem iluminação, mas que mostra vários elementos relacionados ao processo de formação geológica da região e registro das grandes variações climáticas do planeta.

Escalada, realizado nos maciços da Lapinha, o atrativo oferece três opções de escalada que variam de 550 a 750 metros de distância do Receptivo Turístico. Para praticar o esporte é necessário que, o visitante, saiba escalar, tenha prática e seu próprio equipamento.

Casa Fernão Dias, aberta à visitação, a Casa Fernão Dias é um Patrimônio Cultural tombado pelo IEPHA – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico. O espaço ainda possui um anexo, onde funcionam áreas de apoio administrativo e à visitação a Trilha do Sumidouro. Ao visitá-la, o visitante vai conhecer a história do bandeirante Fernão Dias, que por alguns anos se instalou na região com sua tropa em busca de ouro e pedras preciosas.

Trilha do Sumidouro, a Trilha do Sumidouro começa na Casa Fernão Dias, e passa pelo marco histórico “Cruz do Pai Mané”. Os visitantes são levados até o mirante da Lagoa do Sumidouro, onde é possível visualizar toda a região de entorno. Em seguida, os visitantes são levados ao paredão da Lapa do Sumidouro, com pinturas rupestres de milhares de anos.  O retorno é feito pela orla da Lagoa do Sumidouro com retorno a Casa Fernão Dias.

Trilha Travessia, a trilha da Travessia tem como ponto de partida a Gruta da Lapinha. Durante o percurso, o visitante terá uma vista panorâmica da região e de vários pontos que serão apresentados no decorrer do passeio, como o Cruzeiro Histórico, o Vinhático e o Mirante do Sumidouro. No paredão da Lapa do Sumidouro, pinturas rupestres mostram um pouco da história dos homens que viveram há milhares de anos na região. A trilha ainda leva o visitante à Lagoa do Sumidouro.

Visitas de grupos devem ser previamente agendadas;

É obrigatório o acompanhamento de condutores para visitar a gruta e trilhas do Parque; Deve-se evitar o uso de chinelo, sandália ou qualquer outro tipo de calçado aberto; É vetada a entrada na gruta: sem capacete, sem o acompanhamento do condutor cadastrado e portando alimentos, exceto água; – Para visita à gruta são permitidos grupos de no máximo 20 pessoas com intervalos de 20 a 30 minutos entre eles, a última entrada é às 16 hrs. A última saída para as trilhas é às 15 hrs. O tempo de permanência no espaço é até as 17 hrs. Por questões de segurança não se recomenda a entrada de crianças menores de 5 anos na gruta. A meia-entrada é conferida para pessoas de 6 a 12 anos, acima de 60 anos e mediante apresentação de documento de identidade e carteirinha de estudante.

Museu Arqueológico da Lapinha (Castelinho), o Museu Arqueológico da Lapinha famoso pela arquitetura em forma de um Castelo Europeu foi fundado em 1972 pelo Arqueólogo húngaro Mihály Bányai. Com exposição permanente, o Museu conta com um acervo total de 6.000 peças sendo 4.000 delas do Acervo regional. O Museu Arqueológico tem como principal temática: Arqueologia Pré-Histórica: fósseis humanos, ossadas completas do Homem de Lagoa Santa (povo de Luzia), 400 ferramentas pré – históricas cerâmicas indígenas pré – históricas: urnas funerárias Sapucaí e Tupi-guarani.  Coleções Complementares regionais: Paleontologia, Espeleologia e Taxidermia e Coleções não regionais: Paleontologia e Mineralogia. Este Museu é privado e está integrado ao museu de Território de Pedro Leopoldo. Atualmente encontra-se em fase de regulação fundiária.

LAPINHA, o distrito da Lapinha destaca-se tanto pelas belezas naturais, como as grutas e paredões, quanto pela diversidade cultural e artística, principal referência para as festas populares da região. A Gruta da Lapinha, descoberta por Peter Lund no século XIX constitui a porta de entrada para o Parque Estadual do Sumidouro, além de integrar a Rota das Grutas de Lund. A cultura, por sua vez, mostra-se viva através de manifestações como o Congado, o Candombe, a Folia de Reis, as Festas religiosas (Nossa Senhora do Rosário e Divino) e os doces e quitandas artesanais.

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