28/09/2019 0 comentários

GUAXUPÉ

Até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos “Caminho das Abelhas”, significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial, denominado Dores de Guaxupé. O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva “terras de cultura de matos virgens e serrados “na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva, que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade.

Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos, que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta, e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé. A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle, de onde derivava o “caminho de Santa Barbara das Canoas”, atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, 07 ruas e engenhos. Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo.

Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle, ao falecer em 1860, 13 de abril, legou “quatrocentos mil réis” à Paróquia. Em 23 de junho de 18 54, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraiso. O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. Era uma consequência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana. A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro. Eis, pois, os traços essenciais da bela história de Guaxupé, a “Cidade das Abelhas “.

A cidade tem na sua arquitetura, predominantemente, traços marcantes da cultura trazida pelos imigrantes italianos. Este povo, que aqui entregou-se à execução de vários ofícios, trouxe do velho continente a beleza e o arrojo das construções romanas e influências da arte grega. É possível ver em Guaxupé, algumas destas construções: o prédio do antigo Hotel Cobra (onde está instalado hoje o Teatro Municipal); o Palácio da Justiça (antigo Fórum da Comarca e atual Câmara Municipal); o prédio da Prefeitura; a fachada da Cadeia Pública; alguns casarões do início do séc. XX; algumas sedes de fazendas em estilo colonial; e tantas outras edificações de estilos neoclássicos.

Uma das mais interessantes, curiosas e intrigantes construções, e que chama a atenção dos guaxupeanos por estar localizada no coração da cidade, é o Palácio das Águias (fotos abaixo). Se trata de uma construção edificada na década de 1930 por seu proprietário, “Fito” – imigrante italiano de origem austríaca. O Palácio das Águias, apesar de estar em ruínas, ainda é objeto de muita curiosidade por parte da população, tanto pela arquitetura eclética que apresenta, quanto pelas lendas urbanas que surgiram a seu respeito.

Para resgatar todas essas histórias e deixá-las de legado para as futuras gerações, foi criado, em 1997, o Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Guaxupé. Desde então, o CDMPHC vem desenvolvendo uma política de tombamentos, inventários, registros, educação patrimonial, preservação e localização de fontes históricas, sempre buscando o resgate de nossa memória histórica. O objetivo principal do trabalho realizado pelo Conselho é reforçar nossa identidade cultural, para que ela seja melhor conhecida, conservada e divulgada.

Catedral de Nossas Senhora das Dores, A Catedral de Nossa Senhora das Dores é considerada uma das Igrejas mais bonitas da região. Localizada na parte central da cidade, a Igreja foi construída em 1839. A decoração e as imagens sacras dão maior beleza ao seu interior. No subsolo da Catedral encontra-se a Cripta, local onde foi sepultado o Frei D. Inácio Del Monteque, Bispo de Guaxupé.

Fazenda Nova Floresta, A beleza da Fazenda Nova Floresta é toda obra da mãe natureza. Perfeita para a prática de passeios ecológicos e esportes radicais, a Fazenda oferece aos seus visitantes Pousada e Restaurante.

Em lojas e feirinhas espalhadas pela cidade é possível apreciar rendas, crochês, bordados, pintura, bonecas de pano e muita criatividade dos artistas locais.

O Fórum, um dos principais cartões postais da cidade, o prédio foi construído na década de 1920 em estilo neoclássico. A beleza do local é completada pelos coqueiros de altura em torno da construção.

A Prefeitura Municipal de Guaxupé, prédio construído na década de 20 para abrigar as instalações do Banco do Brasil, atualmente abriga a sede da Prefeitura Municipal de Guaxupé. Uma das mais bonitas construções da cidade foi edificado em estilo romano lembrando o período renascentista.

Os Casarões, em diversos pontos da cidade encontram-se belíssimas construções do início do século XX, em sua maioria tombados pelo patrimônio histórico.

VALE A PENA CONHECER GUAXUPÉ

VEJA HOTÉIS & POUSADAS QUE INDICAMOS PARA VOCÊ EM GUAXUPÉ.

Deixe-nos saber o que você pensa

* Campo obrigatório