28/09/2019 0 comentários

GUANHÃES

O primeiro agrupamento humano a ocupar a área onde hoje está o município de Guanhães foi o dos índios Guanaãns, de origem tapuia, que, por viver principalmente às margens de um rio caudaloso, foi a origem da nomeação desse curso d’água com o nome de Rio Guanhães.

Em 1752, João de Azevedo Leme, partindo da Vila do Príncipe, (hoje cidade do Serro), encontra ouro nos “Descobertos do Graypú”, nas imediações da atual cidade de Guanhães. Em 1810, a atual cidade de Guanhães era conhecida como “São Miguel e Almas do Aricanga”. Aricanga é uma espécie de palmeira nativa da região, muito usada pelos índios para a fabricação de arcos, bodoques e aros de peneiras. Um dos primeiros povoados construídos na região foi o de São Miguel e Almas de Guanhães, estabelecido em torno de uma capela erguida em 1811 nos terrenos de Faustino Xavier Caldeira, José Coelho da Rocha, Francisco de Souza Ferreira, Antônio de Oliveira Rosa e José de Oliveira Rosa. Posteriormente, foram aos poucos sendo criados e emancipados os povoados que se tornaram as cidades de Ferros, Conceição do Mato Dentro, Paulistas e Peçanha, estando Figueira (atual Governador Valadares) subordinada a este último (atualmente ambos são municípios).

Em 1821, foi criada a primeira capela, instituída canonicamente apenas em 1828. Em 14 de julho de 1832, por meio de Decreto Real, tornou-se paróquia de São Miguel dos Correntes (depois São Miguel e Almas dos Correntes), ligada à Vila do Príncipe, tendo seu primeiro padre sido empossado em 1834. A riqueza atraiu muita gente das redondezas e de longe, como os ingleses, que exploraram uma mina na ‘Fazenda do Candonga’ por meio da companhia “The Candonga Gold Mining Limited”. Candonga é um termo africano, e surgiu logo depois da construção de um prostíbulo nas imediações da mineração. Seu significado é “intriga com carinhos fingidos”.

Em 23 de março de 1840, passa a pertencer à recém-criada Vila de Conceição, voltando ao município de Conceição em 1859, através da Lei 1.031. Em 25 de outubro de 1875 é finalmente desmembrada e elevada à categoria de Vila pela Lei n° 21.132, tornando-se sede do novo município, (emancipando-se em 9 de dezembro de 1879). Por fim, pela Lei Provincial nº 2766, de 13 de setembro de 1881, recebeu o nome atual e foi elevada a cidade.

Contava então com os distritos de Divino (atual Divinolândia de Minas), Gonzaga, Nossa Senhora do Patrocínio (hoje Virginópolis), Braúnas, Travessão (atual Açucena), Jequitibá, Sapucaia, Farias e Correntinho(antigo Santo Antônio).[8] Hoje, pertencem ao município de Guanhães os distritos de Correntinho, Farias, Sapucaia de Guanhães e Taquaral.[8]

Guanhães (MG) está situada na mesorregião do Vale do Rio Doce. Considerada polo econômico regional, a cidade lidera a Microrregião de Guanhães, que é composta por 15 municípios. O município pertence aos circuitos turísticos da Estrada Real e das Trilhas do Rio Doce. Possui aproximadamente 31 mil habitantes, 28 bairros, e se destaca pela força e diversidade no comércio e prestação de serviços, que atrai consumidores de toda a região. A cidade funciona como um corredor de acesso a vários municípios. Esse potencial forma um núcleo dinâmico de desenvolvimento.

Guanhães (MG) faz parte dos Circuitos da Estrada Real e das Trilhas do Rio Doce. O município possui grande potencial para a exploração do ecoturismo, turismo de aventura e rural. Ao visitar Guanhães, o turista vai encontrar cachoeiras praticamente intocadas, duas áreas de preservação ambiental que abrigam espécies exóticas da fauna e da flora e guardam vestígios do período colonial, além de vários outros atrativos.

Parque Estadual Serra da Candonga – Situado em área de domínio da Mata Atlântica, com relevo suavemente ondulado, o Parque abriga cerca de 20 nascentes que formam os córregos Barra Mansa, Barreira e Conquista. Além das belezas naturais, o Parque preserva uma fazenda histórica e bocas de minas, de onde era extraído o ouro no Período Colonial. O Parque abriga ainda a Pedra da Candonga ou do Urubu, um ponto de referência por estar próximo às antigas minas de ouro do Candonga. A riqueza da flora é fácil de ser conferida. Imponentes exemplares de sucupira, jacarandá, ipê, braúna, quaresmeira, peroba-rosa, canela, angico, dentre outras, integram a cobertura vegetal arbórea nativa. A fauna é composta por macacos, quatis, pacas, capivaras, tatus, catitus, entre outros, além de aves como jacus, sabiás, trinca-ferros, curiós, seriemas, bem-te-vis, etc. Algumas espécies ameaçadas de extinção também fazem do Parque a sua morada, como a onça-pintada, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira.

APA da Pedra da Gafurina – A APA – Área de Preservação Ambiental da Pedra da Gafurina está localizada no Distrito de Farias, a 35 Km do centro de Guanhães. A área abriga um maciço de granito chamado de Pedra da Gafurina, tombada como Patrimônio Natural Paisagístico pelo Decreto nº 3.341, de 17 de março de 2008. Próximo à Pedra da Gafurina há uma reentrância na rocha que se assemelha a uma caverna, conhecida como “capixaba”. Ao visitar a Pedra da Gafurina, o turista poderá admirar as belezas da cachoeira de mesmo nome, além de percorrer por trilhas ecológicas, num verdadeiro turismo de aventura. É necessário guia. Gafurina significa “cabelo mal arrumado”. Outra referência é ao nome de uma artista com o sobrenome Gafurini. O local possui beleza surpreendente, atraindo visitantes de vários lugares, entre eles romeiros, que procuram a Santa Cruz no dia 03 de maio, entre outras datas.

Outros atrativos – Cachoeira das Pombas: Localizada a 12 km do centro de Guanhães, em área particular de grande beleza natural, a cachoeira deságua numa piscina. Possui fauna de aves e roedores de grande porte e flora de mata nativa. Há quadras esportivas, chalés e área de camping.

Cachoeira do Sereno: Localizada no povoado da Barreira, fica a 37 km do centro de Guanhães. Registro de trilha de tropeiros e de transporte de ouro para o município de Santa Bárbara, margeada pelo Ribeirão da Barreira.

Cachoeira Fria ou Carranca: Localizada no distrito do Taquaral a 27 km do centro de Guanhães. Possui flora de orquidário e bromeliário natural e fauna de aves e roedores de grande porte.

Cachoeira dos Rodrigues: Localizada na comunidade dos Maias, distante 17 km do centro de Guanhães, possui mata nativa com espécies de madeira de lei, árvores centenárias.

Cachoeira dos Witu: Localizada no povoado da Barreira, fica a 35 km do centro. Há a hipótese que o nome da cachoeira originou-se de um quilombo. Possui fauna de aves e roedores de grande porte e flora de mata nativa fechada.

Cachoeira da Fumaça – Situada entre os distritos de Sapucaia e Taquaral, a 38 km do centro de Guanhães, a cachoeira está cercada de bela fauna e flora, com bromelidário e orquidário natural.

Cachoeira da usina – localizada a 17 km de Guanhães, a cachoeira é formada pelo rio Corrente e fica numa área particular. Lagoa Grande: Localizada a 12 km de Guanhães. Sua margem direita pertence à Fazenda Lagoa Grande e a esquerda à Cenibra Florestal. A Lagoa fica numa área particular e foi formada por uma tromba d’água e sua cabeceira é alimentada por quatro nascentes.

Pedra Pederneira – Localizada numa propriedade particular. Detalhe: pedra de onde se tiravam lascas para confecção do carimbo, isqueiro primitivo.

Morro do Quartel – localizado a 19 km do centro de Guanhães, a área do morro é formada por vales, extensos horizontes, muitas bromélias, orquídeas, animais como roedores e pássaros.

Fazenda dos Maias: Localizada na comunidade dos Maia, há 15 Km do centro de Guanhães, tem mata nativa com madeira de lei, inclusive com árvores centenárias.

VALE A PENA CONHECER GUANHÃES

VEJA HOTÉIS & POUSADAS QUE INDICAMOS PARA VOCÊ EM GUANHÃES.

Deixe-nos saber o que você pensa

* Campo obrigatório