28/09/2019 0 comentários

CORONEL FABRICIANO

Banhada pelo rio Piracicaba e instalada no Vale do Aço, Coronel Fabriciano é uma cidade ativa, que faz questão de preservar as tradições mineiras da hospitalidade, da culinária, artesanato e festas populares.

Nos últimos anos, a cidade descobriu seu potencial para o ecoturismo. A serra dos Cocais, mirantes, trilhas para ser percorridas a pé, de moto, a cavalo, a proximidade com o Parque Estadual do Rio Doce e as cachoeiras oferecem ao turista diversas opções de lazer.

A cidade também possui uma grande atividade estudantil devido ao Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste), que atrai jovens de toda a região.

No século 16, entradistas que seguiam o curso do rio Doce e do afluente Piracicaba passaram por essa região em busca das riquezas minerais, mas a atividade das bandeiras que partiam de São Paulo via Sul de Minas e a descoberta do ouro na região central fizeram com que o povoamento se concentrasse nessas áreas; o Leste e o Sudeste se tornaram áreas proibidas de povoamento pela Coroa portuguesa, uma forma de coibir o descaminho do ouro, ou seja, o contrabando que seria facilitado pela via fluvial e de não concentrar as atividades econômicas fora da região mineradora.

Uma das formas de restringir o povoamento no local foi a criação do mito da  ferocidade dos botocudos e estórias de animais ferozes e gigantescos que habitavam as matas impenetráveis.

Na segunda metade do século 18, o governador D. Antônio Noronha, já prevendo a decadência da região aurífera, ordenou a construção de uma estrada ao leste da Capitania, justificando “por ser um sertão extenso, cheio de excelentes matos e cortado de diversos rios e ribeirões, que mostram pinta de ouro.” A estrada foi concluída anos depois pelo governo de D. Rodrigo de Menezes, que publicou um bando em 1779 que dizia: “Todas as pessoas que quiserem transportar-se à dita conquista, estabelecer-se nela, poderão fazê-lo livremente, e eu lhes prometo a minha proteção e preferência nas datas as quais poderão requerer.” Essa região era conhecida como Cuité e na qual D. Rodrigo acreditou ser possuidora de grandes jazidas de ouro.

Mais tarde foi construído na região o presídio da Barra do Cuité. No século 18, presídio era a “designação dos quartéis que funcionavam como postos de guarda em torno do território da Capitania, com a finalidade de evitar os descaminhos do ouro e diamantes e impedir o avanço de índios bravos. Localizados em terras remotas às conquistas, eram guarnecidos, geralmente, por soldados de cavalaria e pedestres e foram erguidos à custa do trabalho de criminosos e vadios, retirados das cadeias e enviados para o trabalho pelos governadores.” Dicionário Histórico das Minas Gerais – Período colonial.

O alferes Francisco de Paula Mascarenhas se referiu em 1832 sobre o Cuité, “Tem este lugar servido até agora de degredo para os criminosos desta província”.

Em 1890, o local onde hoje está localizado o município de Coronel Fabriciano era chamado pelos moradores de São Francisco de Santa Maria, depois veio o nome de São Sebastião do Alegre, abrangendo as duas margens do rio Piracicaba.

No início do século 20, a região ganha impulso com a construção da Ferrovia Vitória Minas. No ano de 1915, Manoel Timóteo se estabeleceu em São Sebastião do Alegre e posteriormente deu nome a cidade vizinha.

Uma das estações da Vitória Minas – Calado – entrou em funcionamento no ano de 1924. Nesse local funciona hoje o Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano. O nome Calado foi alterado para Raul Soares e, em 17 de dezembro de 1938, o distrito, surgido em função da estação, passou a se chamar oficialmente Coronel Fabriciano.

A história de Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo se mescla até a década de 60 do século 20. A área que compreende as três cidades pertencia ao município de Antônio Dias. Em 1944, é instalada no distrito de Timóteo a companhia “Aços Especiais de Itabira” (Acesita) e é criado o Parque Estadual do Rio Doce. Quatro anos depois, foi instituído o município de Coronel Fabriciano, que tinha em sua área os distritos de Timóteo e Ipatinga. Em 1958, foi iniciada a construção da Usiminas em Ipatinga. O desenvolvimento econômico dos dois distritos, tendo em vista a implantação das grandes companhias, motivou a dupla emancipação em 1962. Os dois novos municípios foram instalados solenemente no ano de 1964.

O termo Calado que aparece nas origens do povoamento da cidade e que até hoje nomeia um dos bairros tem três versões: “Porque as pessoas que por aqui passavam tinham que ficar calados, em silêncio, para não despertar a ira dos índios botocudos (supostamente bravios); outra, porque o transporte de pessoas entre Fabriciano e Timóteo era feito por um barco de grande calado (espaço ocupado pelo barco dentro da água), daí o derivativo “Caladão”. E a última é que, segundo relatos, o ribeirão descia em silêncio, calado daí a origem. “(Inventário da Oferta Turística de Coronel Fabriciano)

O nome Coronel Fabriciano é em homenagem a Fabriciano Felisberto de Brito, pai do secretário de Estado e ministro de Estado, Dr. Manuel Tomás de Carvalho Brito.

A cidade possui vários artesãos, artistas plásticos e músicos. As festas religiosas são organizadas com dedicação. Coronel Fabriciano se orgulha de realizar a Semana Santa mais tradicional de toda a região; o ponto alto é a cerimônia do Descendimento da Cruz. Para a procissão de Corpus Christi, as ruas são enfeitadas, e as festas de São Francisco, Maria e José e do Rosário completam o calendário.

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