27/09/2019 0 comentários

BELO HORIZONTE

Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, foi planejada e construída para ser a capital política e administrativa do estado mineiro sob influência das ideias do positivismo, num momento de forte apelo da ideologia republicana no país. Sofreu um inesperado acelerado crescimento populacional, chegando a mais de um milhão de habitantes com quase setenta anos de fundação. Entre as décadas de 1930 e 1940, houve também o avanço da industrialização, além de muitas construções de inspiração modernista, notadamente as casas do bairro Cidade Jardim, que ajudaram a definir a fisionomia da cidade.

A capital mineira é sede da terceira concentração urbana mais populosa do país. Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo. Em 2010, Belo Horizonte gerou 1,4% do PIB do país, e em 2013 era o quarto maior PIB entre os municípios brasileiros, responsável por 1,53% do total das riquezas produzidas no país. Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é a classificação da revista América Economía, na qual, já em 2009, Belo Horizonte aparecia como uma das dez melhores cidades para fazer negócios da América Latina, segunda do Brasil e à frente de cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.

A cidade é mundialmente conhecida e exerce significativa influência nacional e até internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Museu de Arte da Pampulha, o Museu de Artes e Ofícios, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Mercado Central e a Savassi, e eventos de grande repercussão, como o Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua (FIT-BH), Festival Internacional de Curtas e o Encontro Internacional de Literaturas em Língua Portuguesa. É também nacionalmente conhecida como a “capital nacional dos botecos”, por existirem mais bares per capita do que em qualquer outra grande cidade do Brasil.

A capital de Minas Gerais é uma metrópole com todas as letras, mas não perdeu o jeitinho de cidade do interior. Urbana e ao mesmo tempo bucólica, Belo Horizonte tem pão de queijo,cachaça, parques e botecos; além de intensa programação cultural, lojas sofisticadas e restaurantes estrelados.

Emoldurada por serras e montanhas, a primeira cidade planejada do país foi a escolhida pelo arquiteto Oscar Niemeyer para seu debut profissional, na década de 40. As obras enfeitam o contorno da lagoa da Pampulha, um dos cartões-postais de “Beagá” – como a capital é carinhosamente chamada por seus moradores. Por lá estão o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile, e a bela igreja de São Francisco de Assis, ornamentada com 14 painéis de azulejo de autoria de Cândido Portinari. No Centro, os destaques arquitetônicos ficam por conta do Palácio da Liberdade, em estilo art déco; e do Palácio das Artes, cujos palcos são constantemente ocupados por renomados grupos como Corpo (dança), Galpão (teatro) e Giramundo (teatro de bonecos), originais de Belo Horizonte.

Um outro tipo de cultura também se faz presente na capital: a da boa mesa. Espalhados por diversos bairros – em especial na Savassi e em Lourdes -, os restaurantes capricham quando o assunto é a farta e saborosa culinária mineira. A cozinha internacional, entretanto, também se faz presente e encanta até mesmo os paladares criados à base de feijão-tropeiro, tutu, couve, costelinha… A cidade abriga dezenas de excelentes casas especializadas em receitas italianas, francesas e até mesmo iranianas.

Apesar do glamour e da expansão da alta gastronomia, “belzonte” não abre mão de seus tradicionais botecos. A cidade se orgulha de ter o maior índice de bares por habitante do país, o que incentivou a criação, em 2000, do festival Comida di Buteco. O evento acontece nos meses de abril e maio, quando os clientes escolhem os melhores petiscos servidos na capital. Delícias incrementadas com lingüiça, lombinho ou torresmo sempre saem na frente e fazem ainda mais sucesso quando acompanhadas por um chope gelado ou uma típica branquinha.

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