27/09/2019 0 comentários

ARAXÁ

“Antes tudo era somente uma grande extensão de terras rurais. Depois foi demarcado o patrimônio religioso e construída a primeira Igreja Matriz de São Domingos do Araxá. A paisagem urbana começou a ser delineada a partir do antigo largo da Matriz, de onde saíram ruas estreitas. Algumas atingiram espaços que se transformaram em praças, outras tornaram-se avenidas. Em meio ao rural e ao urbano aos poucos foram definidos os espaços a serem ocupados, primeiro pelo poder eclesiástico e, depois, pelo poder público e pelo cidadão. Como tantas outras cidades, assim nasceu Araxá!”. O topônimo “Araxá” significa terreno elevado e plano, planalto, chapadão, região mais elevada do que qualquer sistema orográfico e “Araxás: Indígenas que viviam no tabuleiro elevado do extremo oeste de Minas Gerais”.

A primeira referência aos índios Araxás, que habitavam as terras entre o Rio das Velhas (Araguari) e o Rio Quebra Anzol, foi feita pela expedição de Lourenço Castanho Taques, no séc. XVI. A presença dos índios e a proximidade do Quilombo do Ambrósio constituíram obstáculo à ocupação das terras da região. Em 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, comandando uma expedição conseguiu destruir a famosa aldeia de escravos fugitivos. Sete anos depois, Inácio Correia Pamplona exterminou a tribo de índios Araxás.  Os primeiros povoados da região vieram para o Desemboque, distrito de Sacramento, atraídos pela exploração do ouro. Posteriormente, com a decadência da mineração, esses moradores dedicaram-se à criação de gado. Entre 1770 e 1780, Araxá, recebeu seus primeiros moradores e surgiram as primeiras fazendas da região.

Descoberta a fertilidade da terra e o sal mineral nas águas do Barreiro, o povoamento de Araxá se intensificou. Em 1791, foi criada a Freguesia de São Domingos do Araxá e nomeado o primeiro vigário. Em 1795 teve a construção da primeira Igreja Matriz de São Domingos por Alexandre Gondin, que teve suas obras concluídas em 1800. A edificação da Igreja de São Sebastião, por José Pereira Bom Jardim ocorreu em 1820. A Capitania de São Paulo e Minas do Ouro foi criada em 1709 e desmembrada em 1729, com a delimitação da Capitania de Minas Gerais. Na segunda metade do século XVIII, a região do Triângulo Mineiro foi anexada à Goiás, atendendo a um movimento dos moradores do Desemboque. A Freguesia de São Domingos é elevada a Julgado de São Domingos de Araxá, em 20 de dezembro de 1811, desmembrando-se do Julgado do Desemboque. A partir de janeiro de 1812, começou a exercer jurisdição civil e criminal, possuindo seu Juiz Ordinário.  Em 1816, graças ao movimento dos moradores do Julgado de Araxá, o Sertão da Farinha Podre (Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba), anexado desde 1766 a Capitania de Goiás, retornou à Jurisdição de Minas Gerais. Ana Jacinta de São José – o mito Dona Beija – viveu e tem seu nome vinculado aos principais acontecimentos de Araxá no período da primeira metade do século XIX. Em 4 de abril de 1831 o julgado é elevado a vila. E em 19 de dezembro de 1865, a Lei Provincial nº 1259, eleva a Vila de São Domingos de Araxá, a categoria de cidade. Em 1915 foi criada a Prefeitura.

Bem traçada, limpa e acolhedora, assim é Araxá. Em um passeio pela cidade, o visitante descobre cenários encantadores, formados por casarões antigos e belas residências. Araxá tem muita história para contar através de marcos lendários, pontos místicos e religiosos. As praças e jardins, com ruas bem cuidadas e arborizadas, convidam aos mais agradáveis passeios.
O Complexo do Barreiro, o maior atrativo turístico do município, é o local perfeito para um relax completo. Ótima opção para lazer e saúde com seus banhos medicinais, tratamentos de pele, aromaterapia, cromoterapia, massagens, ducha escocesa, saunas, fisioterapia, ginástica, salões de recreação e beleza. Passeios pelo parque e pelas fontes de água mineral Dona Beija e Andrade Júnior completam o roteiro da visita.

Araxá é uma cidade completa em opções de turismo. Quem gosta de aventura pode voar de paraglider ou asa delta. Para quem prefere o ecoturismo, pode-se pescar,  cavalgar, fazer trekking e trail de moto ou jipe pela região. Os amantes da boa mesa podem se fartar com os doces, queijos e compotas, conhecidos como as delícias de Araxá. Existem fazendas abertas  à  visitação pública e  locais para pesca, como os populares pesque-pague. A paisagem de serras e vales, onde as cachoeiras estão protegidas por paredões de pedra e pequenas matas, abriga uma cidade que nasceu encravada em um vulcão extinto. Centenas de anos depois, os estudiosos descobriram as propriedades terapêuticas e radioativas das águas de Araxá. Na sua formação geológica, apresenta consideráveis riquezas minerais: as águas sulfurosas e radioativas, o nióbio e a apatita. Já na Bacia do Barreiro viveram mamíferos pré-históricos .

“Há quatro séculos os índios Cataguás, originários da tribo Catu-Auá (gente boa), que viviam em Bambuí, liderados pelo guerrreiro Anadaia-Aru, se instalaram na região e formaram a tribo dos Arachás. Por mais de um século, defenderam ferozmente o território conquistado, conhecido como o instransponível ”Sertoins dos Arachás” . Em 1766, foram vencidos em combate pelo mestre-de-campo, Coronel Inácio Correia Pamplona, e os poucos sobreviventes expulsos da região. Resíduos arqueológicos encontrados por antigos fazendeiros dão pistas da localização da tribo dos Arachás junto aos limites urbanos da cidade de Araxá.” (Prefeitura Municipal de Araxá).

Os Arachás acreditavam que do alto dessas montanhas podiam ver o dia raiar antes de todos, daí o nome que, em tupi-guarani, significa ver (xá) e dia (ara) – lugar onde primeiro se avista o sol. Nessa região, formou-se um dos maiores quilombos de Minas Gerais, o Quilombo do Ambrósio.  Escravos fugidos fundaram nas proximidades de Ibía o quilombo Tengo Tengo, que foi chefiado por Ambrósio . Em 1759, Bartolomeu Bueno do Prado dizimou o quilombo; sete anos depois seria a vez dos Arachás terem o mesmo destino, agora, pelas mãos do Coronel Inácio Correia Pamplona . O colonizador foi atraído pelo sal natural das águas do Barreiro. Mais tarde, a prática da pecuária foi o motivo da ocupação, seguida por atividades paralelas como o comércio dos tropeiros e mercadores e a agricultura. Essa ocupação se deu entre 1770 e 1780 .

Em 15 de agosto de 1785, foi demarcada a Sesmaria do Barreiro e a Capela de São Domingos começou a ser construída, dando origem a um arraial com o mesmo nome. Em 20 de outubro de 1791, foi criada a freguesia de São Domingos de Araxá. Dez anos depois, estava sob a jurisdição de Goiás. Mas, a população mineira começou a se organizar para que a região voltasse a pertencer a Minas Gerais. ”O movimento se prolongou durante algum tempo até o desfecho favorável, trazendo, no seu bojo, uma série de histórias, lendas e a mistura de um romance com fatos históricos…os relatos dos historiadores Barão de Eschwege e Saint-Hilaire, destacando o trabalho realizado pelo major Antônio da Costa Pereira, que também ocupou vários cargos de importância na Província. Foi ele quem levou ao Rio de Janeiro a reivindicação dos habitantes  da região ao príncipe D.João para que reintegrasse o Triângulo a Minas.” (Enciclopédia dos Municípios Mineiros). Em 1816, toda a região do Triângulo voltava a pertencer a Minas Gerais. Em 31 de outubro de 1831, a localidade foi elevada à Vila de São Domingos do Araxá. Em 1865, foi elevada à cidade e, em 1911, passava-se a chamar apenas Araxá.

Árvores dos Enforcados: No alto de um morro, na rua Gustavo M. Oliveira está o imponente e frondoso pau-de-óleo, que evoca uma triste lenda. Certa vez, dois irmãos, escravos, cansados de serem brutalmente tratados pelo proprietário, assassinaram-no. O crime foi descoberto e os irmãos foram levados a julgamento. Segundo o veredicto de um júri popular, esse julgamento terminou com a sentença de enforcamento para os dois condenados. E foi nessa árvore que os dois irmãos foram enforcados. Após esse fato, conta-se, em Araxá, que nas frias noites de ventania pode-se escutar os tristes gemidos dos enforcados. Desse local, se tem uma ótima vista da cidade. Rua Gustavo Martins de Oliveira. Saindo da praça da Matriz de São Domingos, seguir avenida Antônio Carlos, rua Alexandre Godim e rua Gustavo Martins de Oliveira.

Cachoeira do Melo e Cachoeira São João: Conhecida por cachoeira da Argenita, formada pelo Rio São João. Acesso por estradas de terra através de fazendas, recomendável o acompanhamento de um guia.

Mirante do Cristo: O Mirante do Cristo está situado no alto de Santa Rita, de onde se tem uma visão panorâmica de parte da cidade de Araxá. O acesso ao Cristo pode ser feito pela escadaria – são 236 degraus – ou pela avenida asfaltada que segue até o local. Rua Padre Anchieta.

Morro da Ventania: O Morro da Ventania, também conhecido com o nome de Horizonte Perdido, possui um mirante natural de onde se tem belíssima vista. È o local ideal para os adeptos dos esportes radicais como “paraglider”  e asa delta. O local também possui matas com trilhas, riachos e refrescantes cachoeiras. Localizado a 26 km, com acesso pela Rodovia Araxá-Sacramento.

Morro do Horizonte Perdido: a 25 km do centro, pela estrada Araxá-Tapira.  Pico do mirante, Serra do Pasmarra, Serra do Camelinho, Serra da Mariquinha. rupestres

Termas do Araxá: Restaurada e modernizada, oferece diversos banhos terapêuticos, como o sulfuroso pérola, de lama e piscina emanatória radioativa, além de massagens, acupuntura, estética, sauna e duchas. Os vitrais do saguão das Termas,  inauguradas em 1944, retratam cenas da cidade.

Casa do Poeta: Tombada pelo patrimônio histórico, a chamada Casa do Poeta abriga a Sede da Academia  Araxaense de Letras e a Biblioteca Pública Municipal Viriato Corrêa. Há ainda  instalado no mesmo prédio um anfiteatro /cinema com capacidade para 446 pessoas.

Complexo do Barreiro: O nome Barreiro vem em decorrência da lama que se forma a partir das fontes naturais da região. O Complexo Hidrotermal e Hoteleiro do Barreiro é tombado pelo IEPHA Registrado com Categoria: Conjunto Paisagístico – 1ª Metade Século XIX

Fachada Da Câmara Municipal: O imponente casarão hoje conhecido como Palácio Vereador Nagib Feres já foi sede do Fórum e da Prefeitura Municipal na década de 30. Nele, está instalada a Câmara Municipal. Hoje, a sua fachada é um testemunho do patrimônio arquitetônico de Araxá.

Fachada Da Pensão Tormin: Esse belo casarão foi construído para ser a residência do Capitão Chaves, provavelmente na primeira metade do século XIX.  Segundo a tradição, foi nesse local que residiu Dona Beija. A partir de 1900, passou a sediar o Colégio Santa Filomena e, em 1933, o Colégio São Domingos. Em 1947, a casa foi adaptada para funcionar como uma pensão, que hoje é uma das mais tradicionais da cidade.

Matriz de São Domingos: São Domingos é o padroeiro de Araxá. Por isso, a Matriz é em sua homenagem. Em estilo eclético, sua arquitetura reúne características de vários estilos, com predominância de elementos góticos. Teve sua construção iniciada em 1917 e concluída em 1948. Praça da Matriz de São Domingos.

Museu Histórico Dona Beija: Com o nome da famosa figura feminina mineira, Dona Beija, Ana Jacinta de São José, o objetivo desse museu é abrigar objetos e documentos relativos à história e às tradições culturais de Araxá.  A casa, cuja construção remonta à segunda metade do século XIX, foi adquirida e doada à comunidade de Araxá por Assis Chateaubriand, em 1965, para abrigar o museu da cidade..

Museu de Arte Sacra e Igreja de São Sebastião:  Sua construção faz parte das singelas e delicadas construções religiosas mineiras do início do século XIX.. “È o maior símbolo da religiosidade do povo de Araxá e uma das maiores riquezas de seu patrimônio histórico”. Na sacristia, está a memória religiosa de Araxá, que foi transformada em um museu de arte sacra. O destaque é para o conjunto de obras do principal escultor da região, Bento Antônio da Boa Morte. O Museu foi inaugurado em 19 de dezembro de 1991

Túmulo da Filomena: Filomena, hoje, é uma figura lendária, que teria vivido em meados do século XIX. Acometida por varíola, foi isolada do restante da população e, com o agravamento da doença, Filomena teria sido, impiedosamente, enterrada viva. Ao longo do tempo, algumas pessoas começaram a visitar esse local, levando-lhe flores, alimentos e velas. Vários milagres foram a ela atribuídos. Diante do Túmulo de Filomena, foi construída uma capela que, diariamente, recebe grande número de visitantes. A capela é pequena e simples. Tem um pequeno adro com uma cruz de madeira ao centro. O interior é despojado, com bancos de madeira e uma mesa de comunhão com imagens de santos católicos, flores e presentes oferecidos a Filomena. Ao lado da mesa, há outra cruz de madeira. Do lado esquerdo, há um puxado onde fica o túmulo da milagreira, com velas acesas diariamente. Rua Honório de Paiva Abreu

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