03/09/2019 0 comentários

MARABÁ - PARÁ

Sendo o principal centro regional de cultura e lazer, o município concentra muitos locais de interesse para diversão e descanso; também é um grande centro difusor de tendências na área musical, culinária e artística, que divergem do padrão tradicional paraense, tendo características híbridas.

O município possui vários locais de lazer, com destaque aos seus grandes rios que além das praias oferece a pesca esportiva e a prática de esportes aquáticos.

Ilha e Praia do Tucunaré é um dos pontos de lazer mais conhecidos do município. Emergente da vazante do rio Tocantins, logo após o período das chuvas, a praia ocupa uma extensão de aproximadamente 5 km², sendo que três quartos são de areia fina e um quarto de formação vegetal. Situada em frente ao distrito da Velha Marabá, as areias da ilha começam a aparecer em meados de abril, mas é na alta estação, em julho, que a procura é maior, tornando-a a atração principal

Parque Zoobotânico de Marabá instituição de pesquisa, preservação do meio ambiente e de promoção dos recursos naturais. Funciona como zoológico.

Praia do Geladinho localizada no distrito urbano de São Félix, surge também com a queda do nível das águas do rio Tocantins. Sua localização contrasta com a visão da Ponte Mista de Marabá, que escoa o minério extraído da Serra dos Carajás.

Conjunto Histórico-Arquitetônico de São Félix de Valois composto pela Igreja de São Félix de Valois, que foi a primeira capela construída em Marabá, como pagamento de uma promessa feita por Francisco Acácio, na década de 1920. A primeira construção foi destruída pela cheia de 1926 e outra igreja foi erguida no mesmo local. Foi o primeiro patrimônio histórico do município, tombado em 5 de abril de 1993. Compõem o complexo a Praça Cipriano Santos e prédios históricos circundantes, a Biblioteca Orlando Lima Lobo e o Centro Cultural Toca da Manduquinha, no bairro Francisco Coelho.

Palacete Augusto Dias antiga sede do Poder Legislativo foi construída na década de 1930 para servir como sede da Prefeitura, da Câmara Municipal e do Fórum. Foi transformado no Museu Francisco Coelho.

Garimpo das Pedras localizado em território do município de Marabá, a 135 quilômetros do centro, o Garimpo das Pedras é uma vila e zona de mineração que é muito apreciada por suas águas termais, as únicas do Pará.

Fundação Casa da Cultura e Museu Histórico-Antropológico a Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM) é uma instituição de ensino e pesquisa sediada no município. Mantida pela prefeitura de Marabá, tem, como principal atividade, a pesquisa e resgate histórico regional, sendo a maior e mais bem estruturada instituição do tipo no sudeste do Pará (região de Carajás). Além de ensino e pesquisa, desempenha funções de museu histórico, antropológico e natural. É uma das instituições mais respeitadas do norte e nordeste do Brasil no âmbito da pesquisa, resgate e preservação ambiental e histórica.

Com um rico mosaico cultural, Marabá é considerada uma terra cosmopolita, onde se encontram todas as facetas do Brasil (e do mundo), em todas as suas formas e expressões, refletindo-se na culinária, literatura, música, artes, festas, etc..

A culinária marabaense se distingue um pouco da culinária paraense, mas tem muitos elementos desta, principalmente pelo fato de que todo o estado tem influência indígena neste ponto. Porém, em Marabá, alguns pratos relevam-se em relação ao resto do Pará, tanto por fator cultural quanto por fator étnico. Um exemplo disso é que o povoamento teve participação ativa de nordestinos, mineiros, goianos, sírios, palestinos e libaneses, que trouxeram para Marabá seus costumes e seus tipos de comida.

São as principais iguarias da culinária local e as que se integraram aos costumes: marizabel, suco do guaraná, frango com pequi, peixe com abóbora cabotia, vinho de açaí, tucunaré ao leite de castanha, cozidão de bagre, grelhados à base de coco babaçu, pão de queijo, tacacá, arroz árabe, tabule, frango árabe, pão árabe, quibe-cru, charuto árabe, mudárdara, sopa de lentilhas, cafta, salada de berinjela, homus, tahine, esfirra, carneiro assado ou guisado, arroz-doce e cuscuz.

Há ainda muitos doces típicos: bolo cabeça de negro, biscoitos de castanhas, castanha cristalizada, creme de cupu, mungunzá e torta de castanha.

Devido à intensa migração ter trazido brasileiros de todas as partes para o município, a cultura local diferenciou-se da cultura tradicional paraense, inclusive na música. É possível observar a preferência pelos gêneros sertanejo, forró e reggae, distanciando-se um pouco do brega que é estilo musical predominante no Pará. Desse "mix cultural musical" nasceu inclusive o ritmo local "sacode", uma mistura de forró, arrocha, brega, reggae e sertanejo.

A influência de outras culturas se deu também no campo da literatura. As misturas decorrentes das migrações têm ocasionado a produção de uma literatura e de uma arte diferente e de qualidade, ou seja, uma significação positiva dos desdobramentos da migração como produtividade cultural enriquecida pelos cruzamentos. Os principais expoentes da literatura local são Airton Souza, Ademir Braz e Frederico Morbach.

No campo das artes visuais, Marabá é reconhecida por ser um dos maiores centros difusores do nanquim amazônico, técnica chinesa que foi trazida para o município em 1985. Destacam-se, neste campo, os artistas Rildo Brasil e Domingos Nunes. Merecem menção ainda os artistas Elis Figueira (ecletismo), Elton Lobo (pop art) e Bino (grafite).

No mês de junho, Marabá busca preservar as tradições ao comemorar os festejos juninos. A Secretaria Municipal de Cultura abre inscrições para os grupos de bois-bumbá, quadrilhas roceiras e alegóricas, que fazem o espetáculo maior da festa caipira. Tradicionalmente a festa acontece na Praça Cipriano Santos, mas foi inovado em 1999, com apresentações em outros distritos da cidade, com desfiles dos participantes na Avenida Antônio Maia, em direção ao Arraial da Praça, onde se encontram montadas barracas de comidas típicas e bebidas, completando o sucesso da festa.

São Félix de Valois (lê-se valoá) é o Padroeiro de Marabá. Todos os anos, uma festa é feita em sua homenagem. Durante dez dias, na praça da primeira igreja erguida na cidade acontecem quermesses com música ao vivo, comidas típicas, bingos, leilões entre outras opções.

A procissão que complementa as homenagens ao padroeiro acontece no dia 20 de novembro e percorre as ruas da Velha Marabá.

Há também a Festa do Divino Espírito Santo, realizada em algumas comunidades de raiz negra/quilombola, bem como as festividades de Tambor-de-Mata e Berequetê; existe também a Procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, não sendo originalmente de Marabá, mas importada da tradição de Belém.

A cidade de Marabá sedia inúmeros eventos de relativa repercussão, tais como:
Festival Internacional Amazônia de Cinema de Fronteira, o Festival Internacional Amazônia de Cinema de Fronteira (FIA-CINEFRONT) é um festival de cinema que reúne produções nacionais e de diversos países promovido pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. É composto pela mostra de obras fílmicas de indígenas, camponeses, entre outros.

A Corrida do Aço é uma tradicional maratona que ocorre normalmente no mês de outubro. O evento reúne atletas profissionais e amadores, visando promover a cultura da saúde e da qualidade de vida por meio da prática esportiva.

A Exposição Agropecuária de Marabá acontece no Parque de Exposições de Marabá e tem início sempre na primeira semana de julho. É um dos eventos mais prestigiados da cidade com atrações artísticas diversas nos festivais musicais, como cantores de rap e música sertaneja, bandas de axé, reggae, forró e de pop rock.

A Expoama tem contornos e plataformas diversas, entre elas as de evento e exposição de negócios, festival de música e entretenimento, e a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro. Semanas antes de sua abertura, as maiores fazendas e estabelecimentos comerciais organizam equipes para uma cavalgada que se inicia logo ao raiar do dia e acaba sendo uma abertura simbólica do evento.

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