31/08/2019 0 comentários

ALTAMIRA - PARÁ

Altamira é um município do Estado do Pará conhecido nacionalmente, por ser o maior em extensão territorial do Brasil, com uma área de 159.533,401km² e uma população de 99.075 habitantes (IBGE, 2010). Está localizado a margem do Rio Xingu na Mesorregião Sudoeste paraense e na microrregião de Altamira com as seguintes coordenadas geográficas: 03º12’10” de latitude sul e 52º12’21” do longitude oeste, apresentando uma altitude de 109 metros.

Uma das principais características de Altamira está na hidrografia composta pelo exuberante Rio Xingu, principal rio deste município, com inúmeros afluentes, cachoeiras, lagos e no verão, as lindas praias que tonalizam este território com a multiplicidade dos povos que a frequentam. O Xingu destaca-se também, na influência de ricas pescarias e o ecoturismo que forma junto com o artesanato, a pecuária, o turismo, a agricultura, o comércio e as tribos indígenas, o imenso espaço altamirense.  

Assim como muitos outros municípios da área de influência da Região do Xingu, Altamira também teve sua origem nas missões Jesuíticas, sendo, portanto, desmembrado do gigantesco território de Souzel (atualmente o município de Senador José Porfírio). Sua ocupação foi marcada pela persistência do Jesuíta Roque Hunderfund que pontuou, ainda no século XVIII, os primórdios de colonização do território altamirense, onde fundou uma missão catequética as margens do Igarapé Panelas para catequizar os indígenas que ali já viviam. Vários foram os estorvos fluviais para a colonização dessa terra, para tanta, necessitou-se de mão-de-obra indígena e, posteriormente, alavancado com o trabalho escravo.

Por volta de 1880, com intensificação migratória oriundas de inúmeros lugares, configuraram-se os princípios do povoamento desse território que atualmente está ocupado por Altamira. Inicialmente, entre os Igarapés Ambé e Panelas, dando evidência à formação do espaço urbano da cidade, sendo, em 6 (seis) de Novembro de 1911, elevada a categoria de município pela Lei Estadual nº 1.234. Deste modo, transformando-se em um recinto comerciário e de crescente economia que realçou esta cidade com a presença de bancos, correios, aeroporto, hospitais, escolas, dentre outros fatores que marcam seu mérito de cidade polo até os dias atuais.

Historicamente, Altamira já viveu vários eventos que sinalizaram o tão sonhado “progresso” e “desenvolvimento”, não só para a Cidade, como também para a Transamazônica e Xingu. Dentre estes, merece destaque a vinda de três Presidentes da República.

O primeiro, ainda na década de 1970, foi Emílio Garrastazu Médice, na qual sua visita norteou o início da abertura da Rodovia Transamazônica pautada pelo Programa de Integração Nacional (PIN) que visava integrar os diferentes espaços econômicos do país, assim, impulsionou a migração para esta região.

Dezoito anos depois veio a visita do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em junho de 1998, sendo o segundo Presidente do Brasil a visitar Altamira. Na ocasião, inaugurou o projeto Tramoeste que trouxe de Tucuruí a energia de “qualidade” para Altamira e região.

Na sequência, finalmente o terceiro presidente a visitar a cidade foi Luís Inácio Lula da Silva em 22 de junho de 2010. A ilustre visita tornou-se palco das palavras do então presidente ao anunciar a implantação da Hidrelétrica Belo Monte no magnífico rio Xingu. Ali, em pleno calor humano configurado pela sua presença, as vozes das diferentes comunidades e movimentos que prestigiavam sua marcante visita clamavam pela não construção do empreendimento. Porém, até o momento, segue sua autorização de construção.

O município de Altamira concentra em seu território um conjunto de fatores que o caracterizam como cidade polo e também como a capital da Transamazônica, merecendo ênfase à saúde, à educação, à agricultura e ao comércio que subsidiam vários municípios circunvizinhos. Consequentemente, ligados ao hábitat altamirense, estão diferentes culturas que mesmo sendo diversificadas conformam neste território a unicidade de sua tradição.

Dentre os eventos culturais, merece destaque o Festival de São Sebastião, evento religioso que vem sendo concretizado por vários anos com missa campal, queima de fogos, corrida de pedestres, adoração e uma grande procissão no dia 20 de Janeiro, onde juntos os fies, vindos de diferentes localidades, ocupam ruas da cidade com o canto, o louvor e adoração ao Santo padroeiro. 

Igualmente a maioria dos municípios brasileiros, o mês de fevereiro ferve com a festa carnavalesca nas ruas da cidade. A avenida torna-se pequena com tantos foliões, onde disputam espaço com diferentes fantasias que abrilhantam a avenida todas as noites com muita alegria, beleza, entusiasmo e folia. A festa carnavalesca de Altamira, conta há vários anos com a organização da Prefeitura Municipal de Altamira e o apóio de empresários e instituições. O carnaval altamirense é moldado em shows com bandas, trio elétrico e diferentes blocos que embalam o povo de diferentes idades. Vale salientar que já é tradição no carnaval de Altamira o desfile do famoso bloco das “piranhas”, destacando-se por ser formado por uma troca de vestuário, onde os homens trajam-se de mulheres e as mulheres trajam-se de homens, levando juntos à passarela uma verdadeira confusão dos sexos.

Altamira também explode nas tradicionais festas juninas. A ocasião diverge-se de muitas outras cidades, pois é marcada por diferentes danças regionais e um verdadeiro resgate das dessemelhantes culturas que fizeram parte do processo de povoamento da região Amazônica. Cada grupo folclórico busca através da dança envolver a população num contexto histórico, onde o compasso da música é acondicionado pela presença de elementos que fazem das festas um válido regate dos costumes dos nossos ancestrais.

É tradição também da cidade, a Exposição Feira Agropecuária de Altamira – EXPOALTA, que a mais de 30 anos embala a cidade e várias regiões do Estado e até mesmo de outros estados com essa admirável festa agropecuária na região. Esta é uma festa organizada pela prefeitura local com o apoio de outras prefeituras circunvizinhas, empresários, fazendeiros, comerciantes, etc. Geralmente acontece no mês de novembro, tendo exceções como no ano de 2011, o qual foi realizada em setembro devido ao centenário da cidade que ocorreu em Novembro. A EXPOALTA inicia-se com uma formidável cavalgada, que todos os anos tomam as ruas da cidade até chegarem ao Parque de Exposição, abrindo assim a festa que durante toda a semana torna-se palco de inúmeras atrações como vaquejada, rodeio, prova de laço, shows com cantores famosos, entre outras.

No turismo, o Rio Xingu caracteriza a cidade de Altamira em riquezas e exuberâncias naturais com praias, balneários, cachoeiras e outros. Ainda se destacou por um longo tempo por ter sido sua principal via de comunicação e transporte. Essa fonte de beleza e riqueza natural acomoda o cartão postal da cidade na sua orla, um ambiente de lazer, esporte, descanso e até mesmo de comércio, onde, natureza e artificialidade dos ambientes construídos tornam muito próximos, mais ao mesmo tempo interessantes, haja visto que a generosidade da paisagem natural supera ali as rugosidades das ações antrópicas.

O município, conta ainda com o Recanto Cardoso e Rancho das Gameleiras, espaços em que a pureza do ar, o canto da passarada, o verdejante das plantas adicionadas à tranquilidade e o lazer produzem nos visitantes um descontraído descanso ofertado pelos inúmeros benefícios que a natureza lhes oferece.

Altamira expõe ainda com diversos ambientes que, além do lazer, proporciona adequação para muitas outras atividades, dentre estes, enfatizamos o Xingu Praia Clube, espaço com piscina, quadra e campo esportivo, ou seja, um lugar onde o entretenimento e o conforto aceleram o bem-estar associados à tranquilidade e a diversão humana. O Xingu Praia Clube, visando ainda mais a diversão e atratividade turística, há onze anos organiza e promove o torneio de pescaria de Pacu de Seringa no rio Xingu. O evento reúne turistas de vários lugares e a competição nas águas limpas do rio é marcada com muita adrenalina e diversão.

A cidade conta também com uma boa rede de hotéis, a maioria com espaços aconchegantes, climatizados e de qualidade. Acrescentado a estes fatores, dispõem ainda de um aeroporto, um cinema, de duas Universidades Públicas: uma federal (Universidade Federal do Pará) e a outra Estadual (Universidade Estadual do Pará). Ambas, além de serem atrativas a quem visita a cidade, estimula a vinda de jovens de várias regiões do Estado em busca do conhecimento de qualidade e gratuito.

Historicamente, a economia de Altamira já sofreu consideráveis alterações, tendo no período de ocupação o extrativismo e a pesca. Posteriormente, sua economia foi sustentada por vários anos pela extração madeireira, atividade que além de produzir enormes danos ambientais, beneficiava a poucos, haja vista que a maioria dos empregos era mal pago e sem a mínima proteção. Felizmente, depois de anos de destruição, a defesa ambiental vem atuando no município e mudando gradativamente este cenário.

A atualidade econômica de Altamira é estabelecida por vários fatores, merecendo destaque a agropecuária, o comércio e o serviço público. O município, por ser um território de grande extensão, configura sobre sua economia uma diversidade de atividades que também geram renda e somam economicamente com as bases principais já mencionadas. Dentre elas: o extrativismo e a pesca, tanto de sobrevivência como ornamental; as pequenas indústrias de moveis; os serviços autônomos; as atividades ribeirinhas e de artesanatos, entre outros. Vale ressaltar que mesmo trazendo grandes transtornos sociais o empreendimento Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte, produz interferência também na economia da cidade por meio da geração serviços e empregos.

Ponderando a grande diversidade que forma o todo deste admirável território, o gigantesco município de Altamira configura muito mais do que a Capital da Transamazônica e Polo regional. Concentra em suas terras enormes áreas que propiciam inúmeras pesquisas científicas e atraem pesquisadores de diversas localidades do país e do mundo, além de diferentes etnias onde vivem várias tribos indígenas como, Araras, Arauetés, Xicrim, Assurini, Xipaia, Jurunas e outras. Localiza ainda consideráveis Unidades de Preservação, buscando assim a preservação da fauna, da flora, e, portanto, da vida na Amazônia.

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