11/09/2019 0 comentários

BATURITÉ

Região habitada por diversas etnias como os Potyguara, Jenipapo, Kanyndé, Choró e Quesito, recebeu a partir do século XVII diversas expedições militares e religiosas. Com a expulsão dos holandeses, a coroa portuguesa iniciou o processo de ocupação definitiva das terras cearenses, que intensificou-se através da ocupação missionária pelos Jesuítas, a doação de sesmarias, busca de metais preciosos e a implantação da pecuária do Ceará. Em 1755, Baturité, ou melhor, Missão de Nossa Senhora da Palma, surge neste contexto como uma missão tendo como finalidade aldear os índios da região. Em 1759, com a expulsão dos Jesuítas, a missão foi elevada a condição de Vila com o nome de Monte-Mor o Novo d’América. Em 1791, nesta vila foi reunido aos Kanindé, Jenipapo, um contingente de índios oriundos de missões em conflitos, como: os Jucá da Vila de S. Mateus, os Paiacuda Vila de Monte-Mor-o-Velho e da Vila de Portalegre.

Por causa do clima ameno e da água em abundância, Baturité e outros municípios vizinhos serviram de refúgio para populações sertanejas de cidades como Canindé e Quixadá, que ali se abrigaram durante a Seca dos Três Setes (1777 a 1793). Um marco da presença católica no município é o grupo de igrejas, conventos e mosteiros que ainda resistem ao tempo e alguns deles convertidos em hospedarias nos dias atuais.

Em 1824, Manoel Felipe Castelo Branco trouxe do Pará para Baturité, mudas de café, fato que trouxe transformações na atividade econômica e vida social local.

Na metade do século XIX, Baturité tinha como principal atividade econômica a cultura do café, chegando na época a deter 2% de toda a produção brasileira. Há relatos de que o café de Baturité era um dos mais apreciados nas cafeterias francesas. Com o crescimento da cultura do café surge a necessidade de uma via mais rápida de escoamento da produção para o porto de Fortaleza, que era feita através das precárias estradas da época. Neste contexto, em 1870, um grupo de comerciantes lança a proposta de construir a primeira ferrovia no estado, constituindo juridicamente a Estrada de Ferro de Baturité e um porto em Fortaleza. Em 1882, é inaugurada a estação ferroviária de Baturité, pela qual o café foi transportado diretamente ao Porto de Fortaleza. Em 1921, com a expansão da estrada de ferro, Baturité recebe mais uma estação ferroviária, mais precisamente no povoado do Açudinho (hoje Alfredo Dutra).

A cultura do café, entre 1870 até a superprodução e a superoferta de 1929, impulsiona a economia e a vida social de Baturité, bem com a modernização da cidade. A partir do início do século XX, Baturité vivenciou fortemente o movimento religioso da Ação Católica, principalmente com o vigário local Monsenhor Manoel Cândido e seu pupilo Ananias Arruda.

A cidade possui um clima bastante peculiar para esta região do Brasil. As temperaturas máximas podem ultrapassar os 35 °C, chegando aos 37° nos dias mais quentes. A variação climática também é bastante expressiva, podendo ocorrer variações de 15° entre o período da manhã e da noite. Baturité se destaca na sua região por ser um importante centro consumidor. A cidade abriga a sede de muitas empresas regionais. Com um comércio forte, Baturité vem conseguindo muitos avanços na qualidade de vida da população e em sua modernização.

O café baturiteense possui um grande destaque nacional e internacional por ser um produto de alta qualidade e saudável. Outra fonte de renda do município é o turismo. Baturité possui áreas propícias para prática de esportes de aventura e um grande acervo cultural espalhado por toda a cidade como museus, monumentos e edificações centenárias.

Alguns dos principais pontos turísticos da cidade são: Igreja Matriz; Prédio da Cultura; Pelourinho; Palácio Entre Rios; Museu Comendador Ananias Arruda; Estrada de Ferro juntamente com a Estação Ferroviária; Via Sacra Pública de Baturité; Imagem de Nossa Senhora de Fátima (exposta no alto do morro da Via Sacra – a maior Imagem da Santa); Igreja de Santa Luzia; Mirante do Cruzeiro (magnífica obra de uma Cruz com 25 m de altura sobre uma montanha). Alguns dos principais eventos culturais da cidade são: as Festas de Nossa Senhora da Palma (padroeira do município) e a Festa de Santa Luzia (mês de dezembro). A feira livre sempre é realizada aos sábados. Esta já é também um marco cultural na cidade.

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