09/09/2019 0 comentários

CHAPADA DIAMANTINA

Com mais de trezentas cachoeiras catalogadas e um rico cenário de trilhas, grutas, vales e montanhas, a Chapada Diamantina é capaz de manter um turista ocupado facilmente por mais de um mês sem repetir uma atração sequer. E nem assim será possível conhecer tudo o que esse paraíso no interior da Bahia oferece. Para começar a conhecer a região, vale investir nos pontos turísticos mais conhecidos e também com acesso mais fácil. Eles estão entre os mais belos cenários da Chapada Diamantina e não há motivo para fugir deles.

Quanto mais tempo houver disponível para conhecer a Chapada, maiores serão as chances de ir além da rota comum e desbravar cantinhos ainda pouco explorados e conhecidos do grande público. Para começar, serão necessários entre sete e dez dias para explorar as principais atrações da região e do Parque Nacional da Chapada Diamantina, entre elas o Morro do Pai Inácio, a Gruta da Pratinha, o Poço Azul, o Poço Encantado, a Cachoeira da Fumaça, a Cachoeira do Buracão e a Cachoeira do Mosquito. Com mais tempo dá para investir em passeios como a Cachoeira do Mixila, a Cachoeira da Fumacinha e o Vale do Pati.

A região que engloba a Chapada Diamantina e o Parque Nacional tem mais de 38 mil km² de área e abrange várias cidades base. E os pontos turísticos da Chapada Diamantina estão espalhados por várias delas. À primeira vista, não será fácil entender a logística para passear pela região. O ideal, para não perder tempo demais em deslocamento, é dividir a hospedagem na Chapada Diamantina em duas ou três bases, como Lençóis, Vale do Capão, Mucugê e Igatu. Porém, se a preferência for por apenas uma base para passar a noite, certamente a melhor escolha será a cidade de Lençóis, onde está a maioria das agências de turismo e de onde saem passeios para toda a Chapada Diamantina.

Definir quais pontos turísticos visitar na Chapada Diamantina não é simples, especialmente para quem tem pouco tempo de viagem. Outra dúvida frequente entre os turistas é como visitar as atrações, se por conta própria ou com uma agência de viagem. Sem dúvida, as agências facilitam muito a vida do viajante, especialmente de quem está sem carro. Entretanto, é importante dizer que o custo da viagem será bem mais alto, especialmente para quem está viajando com mais de duas pessoas.

Para quem está sozinho, as agências sairão mais em conta que o aluguel do carro e a contratação de um guia particular. Porém, se você está viajando de casal ou com amigos, e pretende economizar, o melhor é ir de carro. Se o que você busca mesmo é comodidade e um roteiro já pronto, não abra mão das agências; elas são eficientes, oferecem roteiros para os principais passeios e algumas até montam rotas especiais de acordo com o pedido dos clientes.

Para escolher quais atrações e pontos turísticos visitar na Chapada Diamantina, é importante saber se a preferência é por passeios tranquilos, com acesso de carro; se vale fazer uma trilha de algumas horas para chegar às cachoeiras; ou se a pedida é mesmo por atrações que exigem esforço físico, longos trekkings e até pernoites em acampamento. O nível de dificuldade e de emoção vai depender de cada um. O importante é ter a certeza de que a Chapada Diamantina oferece atividades para todos os gostos, idades, graus de preparo físico e exigência de aventura. E o bom é saber que, ao final do dia, ainda será possível curtir a culinária das cidades bases, que sempre agradam com bons pratos regionais.

Se você está aproveitando um feriado prolongado e vai passar pouco tempo na Chapada Diamantina, invista nos passeios de bate e volta e roteiros que incluem as principais atrações. O ideal é se hospedar em Lençóis e de lá seguir para os pontos turísticos mais próximos, mas se você optar por uma viagem que inclua a Cachoeira do Buracão, o Poço Encantado e o Poço Azul, programe-se para fazer um pernoite fora de Lençóis para economizar no tempo de deslocamento.

Dificilmente um turista chega à Chapada Diamantina a tempo de aproveitar um passeio de dia inteiro na mesma data da chegada. Caso tenha meio dia livre, faça um passeio até o Parque da Muritiba, que está dentro da cidade de Lençóis e é facilmente acessível a pé.

O roteiro, tanto em agência quanto com um guia particular, terá custo bem baixo. O circuito inclui os poços naturais do Serrano, o Poço Halley, a Cachoeira da Primavera, o salão de areias coloridas e a Cachoeirinha. Bem fácil e uma ótima maneira de começar a viagem! Vale também passar o final da tarde no Mirante do Camelo, que é facilmente acessível de carro e não há trilhas a cumprir.

No dia seguinte, escolha o roteiro que inclui o Morro do Pai Inácio, a Gruta da Pratinha com Gruta Azul, a Cachoeira do Poço do Diabo e mais uma gruta, que pode ser a Gruta da Lapa Doce ou a Gruta da Torrinha. Esse é o passeio mais comum em toda a Chapada Diamantina e você verá diferentes paisagens e tipos de atração em um mesmo dia. São visitas imperdíveis e certamente prioritárias para quem vai à Chapada pela primeira vez. Fique atento para deixar a visita ao Pai Inácio por último. Assim você poderá aproveitar o pôr do sol (a subida é permitida até 17h).

Para o segundo e terceiro dias há diferentes opções e tudo vai depender de qual cachoeira você mais deseja conhecer. Nossa sugestão é investir no primeiro dia em uma visita ao Poço Encantado e o Poço Azul, famosos pelas lindos poços de água dentro da gruta. No terceiro dia, recomendamos a Cachoeira da Fumaça (com Riachinho) ou a Cachoeira do Buracão (com Cachoeira das Orquídeas), por mais que as duas não sejam próximas de Lençóis.

Caso escolha a Cachoeira da Fumaça, o pernoite será em Lençóis. Porém, se a vontade for de mergulhar no lindo cânion da Cachoeira do Buracão, o mais recomendado é investir em um passeio com pernoite fora de Lençóis (em Mucugê ou Igatu) depois de visitar o Poço Azul e o Poço Encantado, o que vai ajudar a economizar tempo no deslocamento. Um bate e volta na Cachoeira do Buracão é bem cansativo, mas também vale todo o esforço para ver aquele cenário deslumbrante!

O roteiro de três dias acima inclui os passeios que consideramos mais importantes, porém todos os passeios sugeridos a seguir podem ser adaptados ao roteiro supracitado. Tudo vai depender do perfil do viajante. Para o roteiro de sete dias, siga o roteiro de três dias sugerido anteriormente e acrescente os passeios a seguir.

Para o outro dia de viagem, se no primeiro roteiro você optou pela Cachoeira da Fumaça, escolha agora a Cachoeira do Buracão e vice-versa.

Há duas boas opções de cachoeiras para conhecer. A Cachoeira do Mosquito tem acesso fácil, com trilha curta e uma linda queda d’água. Ela está localizada próxima a Lençóis e o acesso de carro é tranquilo. O passeio até a Cachoeira do Mosquito pode ser aliado a uma visita ao Poço do Diabo. Já a Cachoeira do Sossego tem acesso por trilha e é considerada de nível médio. O esforço é recompensado ao chegar ao lindo poço com a queda d’água ao fundo. Na volta, ainda é possível fazer paradas no Ribeirão de Cima e no Ribeirão do Meio.

Outro passeio é invistir em um trekking por alguns dos mais lindos cenários da Chapada Diamantina. O passeio das Águas Claras parte do Vale do Capão e segue até o Morro do Pai Inácio. No trajeto, com 18 km de distância, há parada para banho e uma bela vista para o Morrão. Se a trilha de 18 km for muito pesada para você, faça o roteiro do Parque da Muritiba (sugerido acima como passeio para quem não tem um dia inteiro na cidade) e experimente uma aula de escalada, ou, se quiser um pouco mais de aventura, faça um rappel na Gruta do Lapão.

Se você pretende ficar mais tempo na Chapada Diamantina, é hora de pensar em aventuras mais longas. E a nossa primeira sugestão é a travessia do Vale do Pati, considerada um dos mais belos trekkings do Brasil. O Vale do Pati é quase um mito entre turistas e guias. Difícil não ouvir o Pati ser citado em uma conversa que trate dos pontos mais bonitos da Chapada Diamantina.

“Fazer o Pati”, como dizem por lá, é a porta de entrada para aventuras ainda mais intensas pelas trilhas longas da Chapada. Por isso, se quiser investir em roteiros de vários dias, comece pelo Pati! O Pati pode ser feito com diferentes roteiros, porém o mais comum é o de três dias, que inclui visita ao Cachoeirão, ao Morro do Castelo, à Cachoeira dos Funis e ao Mirante do Pati. Esse roteiro ocupará os três últimos dias de viagem.

Caso não queira fazer o Pati, experimente algumas trilhas para cachoeiras de acesso mais difícil. Vale fazer a trilha para a Cachoeira da Fumacinha, que pode ser feita em um ou dois dias; a Cachoeira do Mixila, com trilha de dois dias; ou, para os que têm melhor preparo físico e disposição, a trilha de três dias para a Cachoeira da Fumaça por baixo. Se a bike for o seu esporte, experimente ir até o Rio Roncador pedalando.

A Chapada Diamantina é riquíssima em atrações e a cada visita à região você descobrirá uma nova rota, gruta, cachoeira ou um delicioso poço de água transparente para banho. Nas nossas sugestões, há outras atrações que não estão incluídas entre as prioridades para roteiros de até dez dias. Caso você vá ficar mais tempo por lá, invista em mais passeios! A Chapada Diamantina é inesgotável. O ideal é explorar a região pouco a pouco, cada vez superando mais os desafios e chegando a novos cenários

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