18/09/2019 0 comentários

AQUIDAUANA

Aquidauana é o Portal do Pantanal, um dos mais belos ecossistemas do mundo. Sempre de portas abertas para receber os visitantes. Com muitas atrações, a cidade encanta com seus cenários únicos.

O Rio Aquidauana deu nome ao município, sua origem vem do vocabulário dos índios da etnia Guaicuru, que significa rio estreito. Atualmente, os índios que habitam o município são da etnia Terena, que formam uma população de mais de 12 mil indígenas, distribuídos em 09 aldeias. Ao lado da Estação Ferroviária está localizada a Feirinha Indígena, onde é comercializada a produção agrícola das aldeias.

Por ser uma cidade centenária, possui uma arquitetura colonial no centro histórico, alguns prédios são e outros estão em vias de se tornarem centenários. Francisco Luciano Seccomani, construtor italiano que chegou a Aquidauana nos anos iniciais do século XX, era o encarregado das obras da maioria dos imóveis de alvenaria do centro histórico de Aquidauana. Desses prédios, alguns estão em processo de tombamento.

Além do Centro Histórico, em Aquidauana existem as ruínas da extinta cidadela de Santiago de Xerez, construída às margens do rio a 12 Km do atual centro da cidade. Está listada entre as primeiras 34 cidades construídas na América, de origem espanhola, Santiago de Xerez foi erguida em 1600 e destruída em 1632. A Universidade Federal de Mato grosso do Sul em parceria com uma empresa de arqueologia está realizando prospecções no local.

Outra característica natural de Aquidauana, além do Pantanal, é a Serra de Maracaju que possui belezas cênicas e bucólicas, típicas do interior, como morros escarpados, cachoeiras, praias de areia branca às margens do rio. Na região perpassa a MS 450, e em 2000 foi criada uma categoria de Unidade de Conservação, a Estrada Parque de Piraputanga com 42,4 Km, há trechos em terra e asfalto justaposta às margens do rio Aquidauana. Há também algumas cavernas catalogadas, com inscrições rupestres da época dos caçadores-coletores que habitaram essa região a milhares de anos atrás. Suas belezas cênicas, culturais e históricas possuem forte apelo.

Outro aspecto do turismo no município são os eventos que ocorrem durante o ano, como as competições de laçadas nos Clubes de Laço, os bailes sertanejos, a Festa da Sopa Paraguaia que é organizada pela colônia paraguaia, a festa Nippon Aqui organizada pela colônia japonesa, a Festa do Peixe uma atividade tradicional que fez a fama do rio Aquidauana e o Festival Pantaneiro onde culmina toda a cultura da gente pantaneira com seus hábitos e costumes.

O Pantanal com a maior planície de inundação contínua do mundo possui região com cerca de 250 mil km². Destaca-se pelas inúmeras espécies de animais e vegetações decorrentes do ambiente contraditório que alterna entre períodos úmidos (verão) e de estiagem (inverno).

A área territorial do município é de 17.008,5 Km², e deste total 75% abrange o Pantanal. O Pantanal de Aquidauana contribui com aproximadamente 4,9 % do total da reserva do pantanal brasileiro. Mas ainda existe uma área do município que tem características do pantanal da Nhecolândia e outra do Abobral.

O turismo da região oferece excelentes opções tanto para quem procura aventura. São diversos estilos de passeios, acomodações e atrações acompanhados por guias de campo. Um ambiente exclusivo no mundo que proporciona momentos inesquecíveis.

Alguns pontos turísticos devem ser explorados, tais como o MERCADO MUNICIPAL, o mercadão foi inaugurado em 1962 com o objetivo de se tornar uma feira livre, hoje é um centro para a venda de vários produtos alimentícios. São 22 permissionários que trabalham com frutas, grãos, verduras, açougues que comercializam a carne oreada e vários itens típicos da região como o mel e seus derivados, farinha, rapadura, peixes nativos, ervas naturais e muitas novidades. A população também encontra no local, diversos serviços desde costureira, cabeleireira, crédito pessoal, etc.

A IGREJA NOSSA SENHORA IMACULADA CONCEIÇÃO, igreja Matriz como é chamada pela população. É um prédio é da década de 1930, em estilo arquitetônico com características do período neo-gótico. Uma peculiaridade de sua construção foi por terem erguido as paredes laterais em volta da capela erguida na época da fundação da cidade, esta só foi demolida quando iniciaram a cobertura da Igreja.
A responsabilidade do projeto pode ser atribuída ao engenheiro paulista Alexandre Albuquerque, que trabalhou na equipe responsável pela construção da Catedral da Sé, em São Paulo/SP. Seus vitrais constituem uma preciosidade pelos seus desenhos e colorido. Foram fabricados ainda pelo método antigo onde os vidros coloridos eram inter ligados pelo chumbo derretido. Está sob tutela dos missionários redentoristas, que foram os responsáveis por sua edificação. Pertence a Cúria Diocesana de Jardim/MS.

O MUSEU DE ARTE PANTANEIRA , construído em 1918, o imóvel já foi ocupado pela Caixa Econômica Federal, Asilo dos Idosos, Escola Padre Anchieta e Secretaria de Obras. A inauguração do Museu aconteceu em 1999, mas foi em 2002 que ganhou o nome de Museu de Arte Pantaneira Manoel Antonio Paes de Barros em homenagem a um dos fundadores da cidade de Aquidauana. Possui um vasto acervo de itens historicamente importantes como armamentos e artefatos usados na Guerra do Paraguai, registros oficiais do Município, objetos de comunicação, além de obras de arte de artistas regionais.

O MUSEU MARECHAL JOSÉ MACHADO LOPES, localizado nas instalações do 9º Batalhão de Engenharia e Combate Carlos Camisão, criado para receber o acervo composto pelo que é considerado o maior troféu de guerra conquistado pelo Brasil, uma bandeira alemã apreendida na região de Scodogna, (1m50cm por 2m50cm, capturada pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 2ª Guerra Mundial, durante a Campanha da Itália (1944-1945), fotos, documentos e objetos usados pelos soldados. O 9º Batalhão de Engenharia, que foi a primeira tropa a entrar em combate na Campanha da Itália, e o único batalhão da engenharia militar brasileira a participar da 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

A PRAÇA AFONSO PENA, a praça dos estudantes como é conhecida popularmente, oferece uma grande área de lazer com parque infantil, espaço para jogos de mesa e uma concha acústica para eventos.

A Biblioteca Municipal e a Casa do Artesão também estão dentro da estrutura da praça, a Biblioteca Municipal foi fundada por Doutor Delfino Alves Corrêa, prefeito na gestão de 1948 a 1950, recebeu doações de livros e móveis de várias pessoas da cidade e foi inaugurada em 15 de agosto de 1949. Ocupou diversos prédios até que no ano de 1998, através do Projeto Arandú, criou-se o novo prédio em formato de um livro aberto, situado na Praça Afonso Pena que foi inaugurada em 08 de fevereiro de 1999 onde se encontra até hoje. Possui um acervo de obras raras e antigas.

A  Casa do Artesão, foi criada em 1º de junho de 1990, numa assembléia geral com a presença de mais de 40 artesãos da cidade. Após ficar sediado em outros locais da cidade, está desde 20 de novembro de 1998, localizado na Praça Afonso Pena. A casa conta, atualmente, com 300 artesãos locais e regionais e comercializa ainda 400 itens variados, no local funcionam os grupos de geração de renda.

A PONTE ROLDÃO CARLOS DE OLIVEIRA, a Ponte Velha ou da Amizade, Sua construção iniciou em 1918, sobre pilares de pedras e lastro de madeira, foi inaugurada em 19 de dezembro de 1921, foi a primeira ligação, não fluvial, entre as duas partes da cidade, a margem esquerda, hoje Anastácio, e a região central (Aquidauana). Sua arquitetura chama à atenção, foi adaptada de uma ponte ferroviária, de tecnologia inglesa que por várias décadas serviu como única ligação com o município vizinho de Anastácio, em 13 de outubro de 1950 teve seu fechamento interrompido para veículos pesados. Possui 23 metros de altura e 63m de comprimento, cruza o rio Aquidauana que deu nome ao município. Sua utilização é muito importante para o trânsito nas regiões. Está localizado, aproximadamente, à latitude 20º28′ Sul e à longitude 55º47′ Oeste.

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE AQUIDAUANA, a estação de Aquidauana começou a ser construída em 1908 e foi inaugurada em 21 de dezembro 1912, originalmente era um prédio com uma pequena plataforma, no estilo das estações da época (Piraputanga, Camisão e Taunay). O movimento na estação fez com que o centro comercial que antes estava concentrado às margens do rio Aquidauana, fosse aos poucos se transferindo para as proximidades da estação. Foi por muitas décadas o principal meio de transporte para a população. Na década de 1960, a antiga estação foi reformada com a estrutura que se conhece atualmente, mais ampla e moderna com os traços retos (arquitetura característica da época, devido aos traços de Brasília). Em 1996, o trem de passageiros parou de percorrer os trilhos, ficando apenas o trem de transporte de cargas. Hoje a estação tem um novo sentido para nossa cidade, pois desde maio de 2009 passou por uma revitalização e começou a circular o trem turístico Pantanal Express, trazendo turistas para conhecerem as belezas do Pantanal sul-mato-grossense.

A FEIRINHA INDÍGENA, localizado ao lado da Estação Ferroviária, em quiosques onde é feita a comercialização da produção agrícola indígena da aldeia do Limão Verde como milho, mandioca, maxixe, feijão de corda, frutos da época (pequi, guavira, manga, laranja, banana, limão).

Na RESIDÊNCIA DO ATOR RUBENS CORRÊA, ator que nasceu no dia 23 de janeiro de 1931, em Aquidauana, e foi em busca de outros palcos. Este aquidauanense foi ator de cinema, teatro e televisão, e também diretor. Formou-se no Teatro Tablado (RJ), em 1951. Estreou no teatro em 1955, montou sua própria companhia em 1959, que se transformou durante a década de 1960, no Teatro Ipanema. Conquistou fama ao participar de diversos trabalhos na Rede Globo e na extinta Rede Manchete (novelas: Partido Alto, Mandala como psicanalista do Édipo, Kananga do Japão, Guerra Sem Fim, Amazônia, Pantanal como deputado; cinema: O Beijo da Mulher Aranha com Sônia Braga, Lua de Cristal com Xuxa; teatro: Diário de um louco, Mar sem fim), dentre outras produções teatrais, televisivas e cinematográficas. Sua interpretação sempre foi primorosa. Morreu aos 64 anos, no dia 22 de janeiro de 1996. O prédio que pertence à família do ator que também é descendente de um dos fundadores de Aquidauana possui características da época da década de 1930 está identificado com uma placa em homenagem ao ator.

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